Não existe expressão em português para isso. O bullying é usado para descrever uma forma de assédio. O mais comum e muito discutido ultimamente é o assédio escolar. Não é aquela briga normal de escola que a gente sabe que acontece. É cometido por alguém que tem prazer em ver o sofrimento dos outros.
Ouvi de uma jornalista que o bullying nos meninos é direto, é a violência física; já nas nas meninas é indireto e mais dolorido, é aquela coisa de ser vítima de todo tipo de fofoca.
Antes de ser mãe eu não me atentava pra assuntos como esse. Mas agora é diferente. Fico pensando com um aperto no peito nessas crianças e adolescentes que sofrem com essa tortura.
Lembro-me que na minha época de escola já existiam apelidos e brincadeiras de mau gosto. Eu nunca me senti excluida mas falavam do meu cabelo enrolado.
Se a criança/adolescente é magra ganha apelido; se é gordinha ganha apelido. Difícil né? Tem gente que acha que o segredo é não dar atenção aos apelidos que aí perde-se a graça. Penso que antes funcionava assim, hoje não mais.
Mas o que fazer então?
Acho que às vezes a violência começa em casa: pais se agridem, não escutam os filhos, zombam dos outros. Às vezes a criança já sai de casa deprimida com palavras ditas por quem ela mais ama.
É importante cuidarmos dos nossos filhos, incentivá-los. Lembrá-los de que todos somos diferentes mas isso não não faz com que uns sejam melhores que os outros. É preciso também estabelecer limites. Por exemplo: se meu filho bate em um coleguinha eu preciso intervir e dizer que aquilo está errado. Se não falo nada ele pode achar que é permitido fazer e isso faz com que ele cresça sem um sentimento de culpa. Às vezes a culpa é ruim mas ela também traz responsabilidade.
Cabe a nós, pais, ensinarmos o caminho ou melhor: no caminho. O exemplo dispensa palavras.
Cabe a nós, pais, ensinarmos o caminho ou melhor: no caminho. O exemplo dispensa palavras.