Freud, que dispensa apresentações, escreveu entre seus
muitos trabalhos, que as doenças dos seres humanos ocorrem por um conjunto de
dois fatores, sendo estes uma disposição
para ter a doença em questão adicionada ao fator desencadeante da mesma. Porém, como se dá essa disposição
para as doenças segundo esse médico que tanto contribuiu para o entendimento do
ser humano? Ele explica, em seus textos, que, para que uma determinada doença
tome conta do indivíduo, é necessário que haja uma junção de traumas e de algo
chamado hereditariedade. E hoje, é sobre essa hereditariedade que quero contar
um pouco no Cantinho que é seu, é meu, é nosso e que está aberto para suas
contribuições, sejam elas dúvidas, críticas e sugestões.
Quando alguém adoece, é natural que a pergunta que se
faça, antes mesmo de tentar saber qual o passo a seguir, é: por que? Saber a
causa do que nos faz mal, é um grande passo em direção ao cuidado para não
repetir erros passados que contribuíram para que a enfermidade ocorresse e
também ajuda na cura, em muitos casos. Antigamente, quando tudo na vida tinha
mais sabor de “me importo com os demais”, os médicos também perguntavam uma
lista imensa desses por quês. Queriam saber se seu pai, sua mãe, sua vó e
tataravó, tiveram doenças. E queriam saber quais eram essas doenças. Hoje,
alguns médicos se interessam pelo hereditário, mas não são todos. Médicos
homeopatas, como é o caso da profissional que consultamos, não olham o relógio,
olham o resultado da criança saudável que está se formando através de uma
parceria família-médico responsáveis.
O ponto ao que gostaria de chegar é que o entendimento
do hereditário não deve surgir apenas na hora do aperto, da doença, do difícil,
ele deveria ser algo com o qual deveríamos dedicar um pequeno tempo de nossas
vidas para investigar e sair da posição de combate à doença e entrar na
prevenção da mesma ou no cuidado de algo que já está presente e que nem
sabíamos (o não saber pode agravar o caso, muitas vezes). Esta postura, apesar
de não ser a mais agradável, é a mais adequada quando falamos de bebês e
crianças, que precisam de cuidados preventivos, mais que tudo.
Para ajudar a lembrar, você
pode imprimir essa foto que montei e que está aí acima. Coloque as doenças de cada
pessoa de sua família, mude a lista, acrescente tio, tia, tataravó,
deixe ela com a cara da sua família. Aproveite o embalo do texto, monte essa listinha de doenças familiares, desde o passado familiar bem remoto e, na
próxima consulta, leve ao pediatra do seu filho. A consulta ficará muito mais
rica com dados como estes. E a saúde de seu filho agradece.
Utilize a hereditariedade a favor de um maior cuidado da saúde de seu filho.
Há-braços, Tati

