
O que é e como evitar
esse incômodo que atinge parte da população
Constipação
intestinal – também conhecida popularmente como prisão de ventre ou intestino
preso – é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de evacuar. Isso, muitas
vezes, pode ser reflexo do mau funcionamento dos intestinos, devido a uma dieta
pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos, falta de exercícios e consumo
excessivo de alimentos industrializados.
De acordo com
pesquisas da Federação Brasileira de Gastroenterologia, grande parte da
população sofre desse mal, que é mais comum em mulheres, especialmente durante
a gravidez, nos idosos e nas crianças. A constipação intestinal é cercada de
várias dúvidas e mitos, por isso entendê-la é o primeiro passo para cuidar
desse desconforto.
A constipação
intestinal pode ser classificada em dois tipos:
- Funcional: a mais
frequente e decorrente de vários fatores, como má alimentação, sedentarismo,
falta de regularidade de horário para a evacuação e alterações motoras ou da
inervação do intestino;
- Orgânica ou
secundária: neste caso, a constipação intestinal é causada por outra doença
intestinal, como estreitamento do canal retal ou não intestinal, como doenças
sistêmicas (diabetes e hipotireoidismo).
Em ambos os tipos, o
médico é o profissional indicado para avaliar cada caso.

Principais Queixas
A constipação
intestinal pode apresentar-se com número reduzido de evacuações, dificuldade
para eliminar as fezes, sensação de esvaziamento incompleto dos intestinos,
desconforto ou esforço, mal-estar, gases ou estufamento.
“Embora o exercício
físico e a dieta rica em fibras tenham um efeito colaborativo, alguns fatores,
como idade, depressão, inatividade, baixa ingestão de fibras, quantidade de
medicamentos recebidos (anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, analgésicos
etc.), colaboram para o surgimento da constipação”, destaca Eduardo André,
doutor em Gastroenterologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo e pós-doutor pela Universidade de Londres.

Tratamento e Prevenção
Segundo o médico
Eduardo André, muitos casos podem ser resolvidos com medidas simples, com
mudanças de hábitos que podem aliviar o desconforto do paciente. “É importante
ressaltar que a prisão de ventre é um sintoma e não a doença. Por isso é
importante o diagnóstico e o tratamento correto, de acordo com o perfil de cada
individuo. Nem sempre evacuar diariamente é o que funciona para a pessoa, sendo
a qualidade de sua evacuação o que mais alívio proporciona ao paciente”,
afirma.
Algumas dicas podem
ajudar melhorar e até prevenir esse problema. Confira:
Caso
tenha dificuldade em evacuar, procure sempre estimular esse reflexo, geralmente
por um tempo razoável, ao redor de 10 minutos, preferencialmente após as
principais refeições.
Evite
grandes esforços, entretanto estimule sempre o ato de evacuação (esforço
fisiológico).
As
fibras são importantes. Consuma-as por meio de frutas, verduras e legumes
regularmente.
Beba
bastante líquido, cerca de 2 litros por dia.
Coma
frutas, como laranja com bagaço, maçã com casca, mamão etc..
Pratique
exercícios de forma regular. Caminhar, pedalar ou nadar são boas alternativas
para quem não tem muito tempo para a academia.
Para diagnosticar o
distúrbio, é necessário a visita a um médico especialista, que deve avaliar a
rotina do paciente, examiná-lo e solicitar exames específicos, quando achar
necessário.
SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ
SER CONSULTADO.
