Pois é. É Natal para mim,
para meu filho, para meu marido e provavelmente para você, mas não é para um monte de outras pessoas.
Pessoas essas como uma senhora que tive a oportunidade de ouvir estes dias.
Essa senhora inflava o peito e dizia, para quem estivesse presente ouvir, que o
Natal é um horror, que é uma falsidade, que é uma data ridícula, que é um saco
e muito chato. Deve ser ruim se sentir assim, não é mesmo? Afinal, o Natal não
passa de mais um dia 25 no ano corrente, se pensarmos de forma fria e sem
imaginação ou crenças. Então talvez o melhor é ser frio, sem imaginação e sem
crenças do que carregar tanto ódio dentro de si.
“O fato de que o homem vê o
mundo através da sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o
seu modo de vida como o mais correto e mais natural”, palavras de Roque de
Barros Laraia em seu livro Cultura. Este achar que o que eu penso e o que acredito é bem mais
legal que o que o meu vizinho pensa e acredita tem um nome complicadinho, mas que resume
esse não respeitar o fato de alguém gostar de algo que a gente não gosta:
etnocentrismo.
O que eu gostaria de propor
é que as pessoas aproveitem o Natal para espalhar o não etnocentrismo, para olhar para
o lado e tentar gostar de algo que nunca gostaram só para deixar alguém feliz e
ser feliz por consequência. Aproveitar a onda natalina para provocar uma mudança
interna, que parte do se informar, porque é o conhecimento que leva ao
engrandecimento, à mudança. Não quero obrigada ninguém a amar o Natal, mas não custa nada dar uma chance à este momento de luzes e alegria.
E, mais ainda, gostaria de propor que este
movimento se alongue por todo o ano, oportunizando um crescimento pessoal no
sentido de tornar a vida mais agradável. Porque o Natal é uma data tão linda,
onde você sorri para estranhos e diz “Feliz Natal”, mesmo que o sentido
religioso não esteja inserido no seu “falar”. É a fantasia dos pequenos que
renasce a cada ano nesta época e que, cá entre nós, não faz mal para ninguém um
pouco de crenças em um mundo mais legal.
Espero que você não esteja
cercado de pessoas como aquela que falei lá no comecinho. Espero que você possa
estar rodeado de gente positiva. Não só hoje, não somente dia 24 e 25, mas o
ano todo.
Feliz Natal.
Tati
Referência Bibliográfica: Cultura: um conceito antropológico (Roque de Barros Laraia), 21ed., RJ, Jorge Zahar Ed., 2007
Referência Bibliográfica: Cultura: um conceito antropológico (Roque de Barros Laraia), 21ed., RJ, Jorge Zahar Ed., 2007
