09 setembro 2013

Alguns problemas relacionados ao Líquido Amniótico.

Sabemos que o líquido amniótico é fundamental para o bebê mas será que todas as mamães sabem alguns problemas que podem ocorrer com o excesso ou a redução desse líquido para o bebê?

Durante a gravidez o bebê está protegido dentro de uma bolsa (placenta) com líquido (o líquido amniótico). O líquido amniótico envolve o bebê durante todo o seu desenvolvimento, dentro do saco amniótico, também conhecido como bolsa das águas. 


Ele serve para:

- amortecer choques e movimentos bruscos;
- impedir que o cordão umbilical seja comprimido, o que prejudicaria o fornecimento de oxigênio para o bebê;
- manter uma temperatura constante dentro do útero;
- proteger o bebê contra infecções;
- permitir que o bebê se movimente, desenvolvendo os músculos e os ossos;
- ajudar na formação do sistema digestivo e respiratório, já que o bebê “inspira” e “expira” o líquido, e o engole, eliminando-o na forma de urina.

O volume de líquido amniótico vai aumentando com o decorrer da gravidez e costuma chegar à sua quantidade máxima por volta de 34 a 36 semanas de gravidez.


Nessa altura, você tem entre 800 ml e 1 litro de líquido dentro do útero. Depois disso, o volume vai diminuindo aos poucos, até o bebê nascer. Naturalmente a placenta rompe no nascimento do bebê e é por isso que se perde o líquido.




Para medir a quantidade de líquido, é preciso fazer um ultrassom. Seu médico vai solicitar um se desconfiar de que a quantidade de líquido está abaixo da ideal (oligohidrâmnio).

Veja alguns sinais de que isso pode estar ocorrendo:


- quando a mulher está perdendo líquido amniótico pela vagina - pode ser sinal de ruptura da bolsa, e deve sempre ser comunicada ao médico;

- quando o bebê está menor que o normal para a idade gestacional;
- quando o médico consegue apalpar fácil o bebê pelo lado de fora da barriga;
- quando a mulher não está sentindo o bebê mexer com frequência;
- quando a mulher já teve outro filho que nasceu pequeno para a idade gestacional;
- quando a mulher tem pressão alta;
- quando a mulher está com diabetes;
- quando a mulher sofre de lúpus.

Com a ultrassonografia, dá para medir os bolsões de líquido em vários pontos do útero (o espaço entre o bebê e a parede uterina). O especialista faz um cálculo que resulta no índice de líquido amniótico (ILA).


As consequências para o bebê dependem da causa da redução no líquido e se a quantidade está mesmo muito pequena.


Na maioria dos casos, o oligohidrâmnio é diagnosticado no terceiro trimestre e não exige nenhuma providência, só um acompanhamento um pouco mais atento da gravidez.


A maior preocupação quando há redução no volume de líquido antes do terceiro trimestre é que o crescimento dos pulmões do bebê seja prejudicado. Por isso, é provável que você seja submetida a ultrassonografias com mais frequência para acompanhar o desenvolvimento do seu filho.


A possibilidade de parto prematuro é outra preocupação.


Pode ser, porém, que os médicos decidam que o bebê vai se desenvolver melhor fora do útero do que dentro e resolvam antecipar o parto.


É comum que, em casos de falta de líquido amniótico, o bebê esteja sentado pois o líquido é que facilitaria a movimentação dentro do útero e o posicionamento de cabeça para baixo.


Nem sempre a causa do oligohidrâmnio é conhecida.


A diminuição do volume das águas é mais observada nos meses de clima quente, por isso os especialistas acreditam que ela tenha relação com a desidratação materna. Dessa maneira, seu médico vai recomendar que você tome muito líquido. Repouso e banhos de imersão também costumam ser recomendados pelos obstetras.


Existem outras causas específicas para a redução no líquido, e cada uma tem seu próprio tratamento. As mais comuns são:


- Ruptura parcial da bolsa – a ruptura antes do início do trabalho de parto é considerada a ruptura precoce das membranas e deve ser comunicada ao médico.

- Pequena abertura na bolsa, o líquido pode escapar – além do oligohidrânio, o maior perigo dessa ruptura parcial da bolsa é a entrada de bactérias, que podem provocar uma infecção. Seu médico deverá estar mais atento para qualquer sinal de infecção.
- Problemas na placenta – pode ser que a placenta não esteja produzindo sangue e nutrientes em quantidade adequada para o desenvolvimento do bebê. Quando os bebês são pequenos, produzem menor quantidade de urina, por isso os níveis de líquido amniótico ficam baixos.
- Anomalias no bebê – quando o líquido fica abaixo do normal ainda no primeiro ou no segundo trimestre, pode ser que haja alguma malformação interferindo na produção de urina pelo bebê. O médico deve pedir um ultrassom detalhado para verificar o desenvolvimento dos rins do bebê e do trato urinário, além do coração.
- Síndrome da transfusão feto fetal – quando a mulher está grávida de gêmeos idênticos e cada um tem sua própria bolsa, há entre 10 e 15 % de possibilidade de eles terem a síndrome da transfusão feto fetal (um bebê recebe mais sangue e nutrientes da placenta que o outro). Nesses casos, o gêmeo “doador” acaba ficando com menos líquido amniótico, enquanto o “receptor” fica com líquido em excesso.
Se você estiver grávida de gêmeos, terá que fazer ultrassonografias com frequência para acompanhar os níveis de líquido amniótico e o desenvolvimento de cada bebê.

Se a ruptura da bolsa for precoce (antes do trabalho de parto) o médico vai fazer uma avaliação rigorosa da situação. Dependendo do seu estado de saúde e idade gestacional e do estado de saúde de seu bebê, ele pode optar induzir o parto, fazer uma cesareana, dar antibióticos para prevenir ou tratar infecções ou vigiar a evolução de maneira conservadora:


- A perda de líquido pela vagina antes das 37 semanas de gravidez significa que sua bolsa estourou antes do tempo. O médico pode preferir que você seja internada, para evitar uma infecção.

- Se o líquido começar a sair depois das 37 semanas, você deve estar prestes a entrar em trabalho de parto, por isso deve ligar para o médico ou para a maternidade para saber quando ir para lá.

(google imagem)

Situações vividas por algumas mamães que merecem toda a nossa atenção:




Agenesia renal



A agenesia renal corresponde à ausência congênita de um rim (agenesia unilateral) ou dos dois rins (agenesia bilateral).
A ausência de um rim um defeito congênito bastante frequente, com uma incidência aproximada de 1 /1000 nascimentos. De qualquer forma, na maioria dos casos, as repercussões são escassas ou praticamente com uma incidência de 1 /5000 nascimentos, as suas consequências são muito graves. De fato, esta insuficiência provoca graves problemas, logo durante a gestação, pois a ausência de urina provoca a escassa produção de líquido amniótico, no qual o feto flutua no interior da mãe. Além disso, tende a associar-se a outras malformações como, por exemplo, no aspecto do feto, que se assemelha a um "duende", pois se o rim existente for normal, este pode assumir as funções do ausente, o que em alguns casos pode provocar a sua hipertrofia (dilatação). Este problema pode associar-se a outras malformações orgânicas de diferente natureza. No entanto, caso o outro rim seja saudável, normalmente não se produz qualquer manifestação e o defeito apenas costuma ser diagnosticado casualmente.
Embora a agenesia renal bilateral seja uma anomalia menos frequente, pode ocacionar a defeitos no desenvolvimento pulmonar. A situação é incompatível com a vida, de forma que costuma provocar a morte antes do nascimento ou pouco tempo depois.


Rim supranumerário



Esta rara anomalia caracteriza-se pelo desenvolvimento de um terceiro rim, que se pode situar em qualquer um dos lados; em determinados casos, a malformação é bilateral. O rim suplementar não mantém qualquer comunicação com os dois normais,possuindo um bacinete e um uréter próprios, bem como uma vascularização independente. Normalmente,este rim supranumerário é mais pequeno do que os normais e situa-se por baixo do rim do mesmo lado, enquanto que o seu uréter costuma desaguar no do rim superior. Embota funcione bem, nos casos em que isso não acontece, constitui um foco de processos infecciosos. Apenas nas situações em que surgem complicações, há necessidade de extração cirúrgica do rim suplementar.


Hipoplasia renal



Esta malformação, caracterizada pelo fraco desenvolvimento de um ou ambos os rins, pode ser de vários tipos e ter várias consequências.
Rim hipoplásico. É o fraco desenvolvimento de um ou ambos os rins, embora sejam normais. Em caso de hipoplasia unilateral, apesar de por vezes não se manifestarem quaisquer sintomas, noutros casos podem surgir dores na zona lombar ou complicações – infecções, cálculos ou hipertensão arterial. Caso se manifestem estes problemas, e se o outro rim for normal, deve-se proceder à extração do rim hipoplásico. Se a hipoplasia for bilateral, costuma provocar insuficiência renal que compromete a vida poucos dias após o nascimento ou na primeira infância.
Hipoplasia oligonefrónica bilateral. Neste caso, o escasso desenvolvimento de ambos os rins é acompanhado de uma considerável diminuição do número de nefrónios. Como os nefrónios existentes têm tendência para se dilatarem, numa tentativa de compensar o seu défice (na maioria das vezes sem sucesso), podem provocar insuficiência renal, poucas semanas após o nascimento, existindo risco de morte.
Apesar de a insuficiência renal ser progressiva, na maioria dos casos, o problema costuma evidenciar-se na primeira infância por uma excessiva produção de urina pouco concentrada que provoca um risco de desidratação. Por outro lado, a insuficiência renal terminal leva alguns anos a instalar-se, normalmente entre dez a doze anos; nestes casos, é preciso recorrer à diálise enquanto se aguarda por um transplante de rim, a solução definitiva para esta doença.


Rim em ferradura



Esta malformação caracteriza-se pela fusão de ambos os rins, ligados entre si por uma ponte de tecido renal que une os seus pólos superiores ou inferiores e que passa à frente da aorta e da veia cava. Devido a esta malformação, os rins costumam ficar mais próximos da linha média e, por vezes, mais abaixo do que o normal, o que provoca uma rotação anómala dos uréteres, favorecendo eventuais obstruções na drenagem da urina.
Na maioria dos casos, como a malformação não origina sintomas, não é diagnosticada ou apenas é detectada casualmente. Contudo, noutros casos, a insuficiência dos uréteres favorece o aparecimento de constantes processos infecciosos ou de uma obstrução urinária, com as manifestações e complicações associadas. Caso surjam problemas deste tipo, é necessário recorrer à cirurgia para alterar a situação dos bacinetes e dos uréteres, de modo a garantir a eliminação da urina.


Rim em esponja



Esta anomalia, igualmente conhecida como doença de Cacchi-Ricci, caracteriza-se pela dilatação excessiva dos canais colectores, o que confere ao tecido renal um aspecto característico. Embora esta situação não costume provocar dificuldades na eliminação da urina, por vezes a urina pode ficar estancada nos canais dilatados, o que pode favorecer o aparecimento de sangue na urina (hematúria) ou complicaçöes, como processos infecciosos e cálculos.
Nestas circunstâncias, normalmente, recomenda-se uma abundante ingestão de água diariamente e a restrição de alimentos ricos em cálcio, de modo a prevenir a litíase urinária
Informações adicionais

Ocaso da ectopia renal



Este termo (do grego ektos, que significa fora ou extremo) designa o desenvolvimento de um rim numa localização diferente da normal, ou seja, afastado da zona lombar, embora em cerca de 10 a 20% dos casos ambos os rins estejam situados fora da sua localização habitual.

Ainda que não seja uma situação comum, não é rara, pois os especialistas detectam anomalias deste tipo num em cada oitocentos estudos radiológicos dos rins (urografias).

A malformação é provocada por uma alteração no desenvolvimento embrionário do rim, normalmente formado na região pélvica. O mais habitual é que o rim não suba até ao abdômen e se mantenha na zona referida, mas também pode acontecer que suba demasiado e se localize mais acima do que o normal, no tórax, ou até se cruze para o lado contrário ao correspondente. A artéria renal que irriga o rim ectópico também tem uma origem anómala e o uréter, por seu lado, tem um comprimento e forma adaptados a situação de cada caso.

A ectopia mais habitual corresponde ao rim pélvico, que se costuma manifestar através de dores intensas no hipogastro e, por vezes, por obstipação e compressão do cólon. Menos comum é o rim torácico, que pode originar sintomas semelhantes aos de uma hérnia diafragmática, e ainda menos frequente é o rim cruzado, normalmente situado por baixo do rim normal.

Embora a ectopia renal seja uma malformação isolada, também pode estar associada a outros defeitos congênitos, pois a incidência de cálculos e infecções é maior nos rins ectópicos do que nos situados normalmente. Caso a ectopia não cause problemas, não é preciso adotar nenhum tratamento especial; porém, quando surgem complicações, pode ser necessário recorrer a cirurgia, normalmente com a extração do rim ectópico.

Fonte: J Resende - Manual de Obstetrícia, 1991 - Guanabara Koogan Rio de Janeiro

Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco Manual Técnico. 2010


Medipédia  conteúdos e serviços da saúde 


Recomendo Blog de mamães de anjos sem rins - http://anjossemrins.blogspot.com.br



Homenagem a uma anjinha que desde o começo da gestação de uma grande amiga foi muito amada e desejada mas Deus resolveu leva-la para ele pois ela era muito perfeita para viver neste mundo.

Laura, mesmo não te conhecendo te amei e te papariquei na barriga da mamãe, virou uma estrelinha para iluminar este céu.
(Mamãe Raquel e Papai Fred) Grandes amigos, que Deus conforte o coração de vocês.



Um comentário:

  1. Olha aí um post interessante para as gravidinhas de plantão e as que estão pretendendo .

    Carlah Ventura
    BLOG:Intensa Vida

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